¡Cosas de Maripili!

Tem coisas que se tivessem sido combinadas não dariam tão certo. Num final de semana tinha acabado de assistir, pela primeira vez (eu sei, levei tempo), o filme Mulheres à Beira de um Ataca de Nervos, do diretor espanhol Pedro Almodovar. Além do momento de descontração que me proporcionou também me deixou com muita vontade de tomar gazpacho. Minutos depois, minha amiga F me ligou para almoçarmos num restaurante espanhol. Eu não pensei duas vezes e aceitei o convite!

Fomos, então, ao simpático Maripili – a casa fica longe do circuito de restaurantes badalados, na Chácara Santo Antonio, o que o torna ainda mais atraente – que serve uma comida despretensiosa, boa e a preços justos. Os proprietários deixam bem claro que o local não é uma taperia (onde se vendem as tradicionais tapas), também não encontraremos a típica paella ou a sangria. O ambiente, denominado de tasca tem um cardápio de comidas para picar (porções) que fazem parte da rotina alimentar do país ibérico.

Iniciamos o almoço pedindo uma porção de pães com fuet, espécie de salaminho típico da região da Catalunha, que foi degustado com um bom Jerez. Seguimos com o tradicional Pat Amb Tumacat, que veio à mesa quentinho e com um molho de tomate agradável. Consegui matar minha vontade ao pedir um gazpacho, estava bom, porém com uma ardência maior do que do normal, talvez fosse excesso de alho no preparo.

Seguindo a tradição, pedimos uma fatia de tortilla que, essa sim, estava bem elaborada e o melhor, úmida por dentro. Para finalizar, escolhemos o agritos, manjubinha no azeite e alho, uma espécie de boquerones à brasileira (rs).

O salão do Maripili é pequeno e muito agradável, uma lousa verde na parede mostra as sugestões servidas no dia. Cabe ressaltar que sempre está lotado, o que torna o serviço um pouco desatento. A casa não cobra taxa de rolha, ou seja, fique à vontade para levar sua própria bebida. Sem dúvida, é um ambiente aprazível e ideal para ir com os amigos e degustar boas porções típicas espanholas.

Agritos

Tortilla

Gazpacho

Pat Amb Tumacat

Fuet e Jerez

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Eu me rendi a seu sabor!

O hambúrguer é um dos meus lanches preferidos, por isso tenho procurado algumas lanchonetes em busca do bom e velho lanche. Mas só alguns endereços merecem destaque, como é o caso do General Prime Burguer.

A matriz está localizada na movimentada Joaquin Floriano, rua de são Paulo conhecida por abrigar inúmeras lanchonetes. A casa é o tipo de local que impressiona pela sua decoração – parece mais um restaurante chique com pé direito alto, do que uma tradicional hamburgueria – e, claro, sua especialidade são os chamados hambúrgueres gourmet.

Aproveitei que a casa tinha incluído dois novos lanches no cardápio e decidi fazer a visita em companhia das minhas amigas N, C e C. As novidades eram o GPB Gorgonzola; hambúrguer de fraldinha com gorgonzola, sweet onion sauce e alface; e o U.S.A. Burger; hambúrguer de picanha, sweet onion sauce, molho coleslaw e queijo cheddar ou prato a sua escolha. Ambos servidos no pão caseiro. Eu escolhi a primeira opção, mesmo porque acredito que hambúrguer não é a melhor forma de degustar uma picanha, ela perde sua essência.

Para iniciar a refeição pedimos uma porção de fritas rústicas que veio à mesa quentinha, fininha e com a crocância adequada. Finalmente, os hambúrgueres chegaram. Não é exagero meu dizer que estavam espetacularmente deliciosos. O pão caseiro é macio, a carne no ponto é suculenta e com pequenos grãos de pimenta-do-reino que lhe proporcionam uma leve picância. A pasta de gorgonzola contraste muito bem com a carne e o molho de tomate adocicado. Realmente foi uma experiência deliciosa.

Como acompanhamento, ainda, cada uma de nós pedimos um milk shake. Entre as diversas opções, escolhi o de frutas vermelhas que vem muito cremoso e com pedaços grandes de frutas. Sensacional.

Nem preciso falar que vale cada mordida a visita o General!

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Redonda da roça

A convite dos meus amigos C e B passei o Natal 2011 em Caconde, simpática cidade no interior de São Paulo. Além da saborosa comida caseira feita no forno a lenha e com produtos colhidos nas próprias hortas, tive uma agradável surpresa ao visitar o Pizza na Roça. Desde que pisamos no solo do pequeno município, o meu amigo B fez uma boa propagando do local ressaltando que em 2008 a casa conquistou o título de melhor pizza do Brasil, ao vencer a II Copa das Pizzas. Depois de tal distinção nem duvidei em aceitar o convite!

No caminho, entendi porque a pizzaria tinha esse nome, pois tivemos que andar por uma pequena estrada no meio do mato durante meia hora, isso de carro, mas o ambiente recompensa o trajeto.  O cenário rural, as árvores e uma pequena trilha proporcionam ao restaurante um ar rústico e aconchegante.

Uma vez na mesa, decidimos escolher uma pizza com dois sabores: metade linguiça especial e alho. A redonda veio rápida e bem quentinha, a cara estava muito boa e o aroma também. A minha primeira fatia foi a de linguiça, afinal eu tinha feito essa escolha, e o embutido era artesanal, não podia ser melhor. Logo na primeira mordida percebi que era uma boa pizza, a massa estava no tamanho e ponto certo.  O pedaço de alho apresentava um sabor delicado e saboroso.

A minha única observação da casa é para a quase inexistente carta de vinhos, pelo menos só vi três rótulos sendo que um é o da casa. Tirando esse pequenininho inconveniente, para aqueles que vão se aventurar em Caconde, recomendo colocar a Pizza na Roça no seu roteiro. Um dos garçons nos comunicou que os proprietários abriram uma filial na Vila Madalena, esperemos, então, que os preços não fiquem tão caros como praticados por boas pizzarias aqui em São Paulo.  

Obrigada B e C pelas ótimas experiências gastronomias que me proporcionaram na pitoresca cidade!

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Miojo japonês?

Há muito tempo que queria experimentar e saber o que era o Lamen – prato japonês de origem chinesa composto por macarrão, ervas, legumes, mergulhados num caldo extraído de ossos de suínos e frangos e misturado a um molho composto de diversos condimentos. Quando perguntava como era essa iguaria muitos dos meus amigos respondiam: é um miojo japonês. E, para os desentendidos, devo dizer que não, o Lamen não tem nada a ver com os pacotinhos vendidos nos supermercados.  

Decidi então experimentar a comida milenar, para isso chamei a minha amiga T e fomos ao Aska, casa especializada na preparação do prato e localizada no bairro da Liberdade. O restaurante é pequeno com poucas mesas e um balcão de cara para a cozinha. Por essas condições a casa está sempre lotada, mas no dia da minha visita tive muita sorte e quase não esperamos para conseguir um lugar.

Logo que sentamos pegamos o cardápio que nos recebeu com suas estritas regras e pouca cordialidade: 1 sente-se após todos os presentes; 2 até duas pessoas, por favor, sente-se no balcão; 3 quando houver fila de espera dividiremos a mesa quando ocupado por duas pessoas, solicitamos fazer o pedido adicional o quanto antes, e favor desocupar o lugar o mais breve possível.

Depois das “simpáticas” recomendações eu e T pedimos dois Tonkotsu Lamen (feito com caldo a base de ossos de porco) e uma porção Gyoza Tonkotsu (nove unidades). Eu não sou conhecedora e minha opinião será a partir dessa primeira experiência. Realmente achei muito gostoso, o caldo do lamen é saboroso, potente e cheio de sustância, o macarrão é agradável e escorregadio. O Gyoza também me agradou muito, massa leve e recheio bem preparado. Sem dúvida provarei outros sabores do prato.

A minha recomendação é seguir as dicas para quem quer se aventurar no Aska: chegue cedo, o restaurante é bem conhecido e sempre tem fila de espera; leve dinheiro ou cheque, pois são as únicas formas de pagamento. Ah, e claro, não se esqueça das recomendações do cardápio (rs). E lembre-se, Lamen não é miojo. Aproveite!

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Um laboratório com aroma de café

Fui visitar o Coffee Lab (da barista Isabela Raposeiras) com meus amigos (F, D, N e M). Como o nome anuncia, o local é literalmente um laboratório de café; a decoração do local é simpática, com a tubulação a mostra, paredes de azulejos brancos na qual é possível deixar seu recado escrito com canetinha. Os garçons, vestindo macacão cinza, são atenciosos e explicam nos mínimos detalhes as técnicas utilizadas para tirar o café e a procedência dos produtos de uma forma tão simples que até uma leiga como eu conseguiu entender tudo.

Eu não sou apreciadora da bebida, mas adoro os aromas que os grãos recém torrados proporcionam, então o desafio dos meus amigos era que eu mudasse a minha percepção. O meu amiga M, que já é um frequentador da casa, pediu logo uma rodada de café paulista, a técnica utilizada foi a Aeropress. Para mim isso tinha mais nove de aeronave do que de máquina de café, mas o método americano – composto por um pequeno aparelho de sete peças em polipropileno – consiste em extrair as propriedades do pó por pressão de ar, quebrando sólidos que só a água pressurizada permite e mantem os óleos essenciais do café. O resultado é a textura de um café coado com a complexidade de sabores e aromas de um espresso, como havia explicado a garçonete.

Depois de uns minutos de conversa, o M voltou a pedir mais uma rodada. Desta vez os grãos eram de uma fazenda mineira, mais o procedimento utilizado foi o mesmo. Os primeiros goles que dei, em ambos os casos, foram sem adição de açúcar, pois estava curiosa em saber qual seria a minha percepção em relação ao sabor do café. O aroma, como sempre, foi muito agradável e a bebida, nem muito amarga nem acida, no ponto certo. Eu devo confessar que gostei muito do café, mesmo assim não consegui tomá-lo sem açúcar, então depois coloquei uma pequena colher para senti-lo mais adocicado. Quem sabe algum dia consiga tomá-lo puro. Mas enquanto isso não acontece, como a própria Isabela disse: não à ditadura do café sem açúcar.

Nem preciso dizer que a minha experiência no Coffee Lab foi muito prazerosa e certamente voltarei mais vezes. O local é ideal para aqueles que não gostam de café mudarem a sua percepção e para os apreciadores continuarem se deleitando com grãos de ótima qualidade. Recomendo!

 

 

 

 

 

 

 

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Viva o espirito de porco!

Na sexta-feira (16/12) recebi a seguinte mensagem da minha amiga (F):” Muri, amanhã tem ‘Il Giorno di San Maialle’, no restaurante Vito (do André Mifano). Vamos?”. Eu não sabia muito bem o que seria, fiz uma rápida tradução e percebi que se tratava de comida de porco, pois a frase ficaria “O Dia do Santo Porco”, mas sabia que a (F) não me chamaria em vão porque ela também aprecia muito uma boa gastronomia.

No dia seguinte, 17/12, fomos até o restaurante – na companhia também de (D, N e M) – que estava com um visual diferente ao acostumado. Havia uma mesa comunitária e os comensais compravam as fichas nos caixas para se deleitar com um delicioso sanduíche de pão ciabatta com mostarda de Dijon, recheado com carne de barriga de porco, cebola caramelizada, rúcula e uma crocante de pele de porco (ao estilo pururuca). Realmente muuuito bom!

Para acompanhar o lanche, o restaurante ofereceu quatro tipos de cerveja. Duas americanas, da Anderson Walley: Summer Solstice e Boom Amber Ale. E duas escocesas: Brewdog 77 Lager e Punk IPA. Como estávamos em cinco pessoas, conseguimos experimentar todas. Eu não sou uma apreciadora da bebida, então não fiquei muito empolgada, mas devo admitir que se tratava de cervejas mais encorpadas, malte mais pronunciado, muito diferentes das que são consumidas aqui no Brasil.

Essa foi a segunda edição do ‘Il Giorno di San Maialle’ e, profana ou não, espero ansiosamente a santa data nos próximos anos porque seria um pecado não poder desfrutar novamente de um lanche como esses.

Obrigada (F) pelo convite!

Cerveja americana Summer Solstice

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Ambiente e comida agradáveis

Logo que vi na revista que o hambúrguer do Butcher’s Market tinha sido eleito o Melhor da Cidade 2011, fiquei muito tentada em visitar o estabelecimento e quando vi que o endereço ficava próximo ao meu trabalho não pensei duas vezes, afinal tenho uma grande queda por esse tipo de lanches. Para me acompanhar nessa ”difícil” missão chamei meus amigos (S, V, e N), uma trupe da pesada e que também apreciam um bom hambúrguer.

Fomos até a lanchonete, que na verdade não sei se ela pode ser chamada como tal, já que o ambiente é diferente dos que estamos acostumas a frequentar. Tivemos a sorte de conseguir uma mesa logo que chegamos, realmente uma sorte pois costuma estar lotado e com fila de espera. Sentamos e analisamos o cardápio. O garçom nos explicou que o carro chefe da casa é o Market Original Burger – hambúrguer de 180g com agrião, queijo mussarela, bacon defumado, tomate e molho barbecue da casa. Ainda tem a opção (com acréscimo no preço) de vir acompanhado de salada e fritas. Os quatro, sem dúvida, fizemos a mesma escolha e pedimos a sugestão oferecida.

Para variar, escolhi a carne ao ponto e o garçom gentilmente me alertou que o ao ponto da casa ficava avermelhada, ou seja, cru no interior. Para mim ainda é muito curioso como num país como no Brasil a maior parte das pessoas optem pela carne bem passada sendo que o melhor ponto para desfrutar toda a suculência que ela pode te oferecer é ao ponto. Enfim! Para acompanhar o lanche eu pedi a maionese da casa e meu amigo V escolheu a maionese apimentada.

Enquanto esperávamos nossos pedidos, pela nossa frente desfilavam diferentes pratos, um mais delicioso visualmente do que o outro, saídos da cozinha e que chegavam às mesas dos comensais. Depois de alguns minutos foi a vez da nossa mesa ficar pequena diante da fartura dos nossos pratos.

As fritas que acompanhavam o prato eram finas, com casca e muito crocantes, mas nada de especial. O pão era consistente e macio, sem desfarelar, porém acho que poderia ter vindo um pouco quente. A carne do hambúrguer veio no ponto perfeita, preservando a suculência no interior,  e as fatias de bacon torradinhas acompanhavam muito bem. A composição do lanche era muito boa. Macio e saboroso! O que deixou a desejar, infelizmente, foi a maionese, a que eu pedi estava mais próxima de um molho rosé e a do meu amigo (picante) vinha com um leve sabor de pimentão.

Eu não gosto de rótulos por isso não o catalogaria como o melhor hambúrguer da cidade, na minha opinião é muita pretensão. Ainda mais quando os acompanhamentos precisam estar à altura do lanche. Mas, certamente, pretendo voltar para experimentar outros pratos da casa.

A decoração merece um destaque. O ambiente é despojado, longe do estereótipo de lanchonete, a parede de fundo ilustra vários tipos de cortes de carnes, numa espécie de enciclopédia de diferentes cortes.  A meia luz do salão é ideal para criar um ambiente aconchegante. A cozinha é separada do salão por uma enorme estante de madeira decorada por moedores de carne antigos. Detalhe, a cozinha fica exposta e o cliente pode ver a preparação do lanche. A brigada de garçons é jovem e solicita. Vale a pena conferir!

Market Original Burger; acompanhado de salada e fritas.

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